O Instituto Butantan vai comercializar a vacina contra chikungunya para países de baixa e média renda. O imunizante foi desenvolvido em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva. Segundo o diretor do Instituto, Esper Kallás, a distribuição será feita após o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), esperado para ser liberado ainda neste semestre. O imunizante, que mostrou uma eficácia de 98,8%, foi o primeiro aprovado no mundo e já foi registrado por agências reguladoras dos Estados Unidos, Europa e Canadá. Apenas este ano, o Brasil registrou 257.736 casos prováveis da doença, segundo dados do Ministério da Saúde. Em Minas Gerais, foram 138.337 casos confirmados, com 103 óbitos. A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, causa, principalmente, febre, dores nas articulações e musculares, machas vermelhas pelo corpo e coceira na pele.