Dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados nesta sexta-feira (17), mostram que 7% dos brasileiros acima de 15 anos não sabem ler e escrever um bilhete simples. O índice corresponde a 11,4 milhões de pessoas. No Censo 2010, a taxa de analfabetismo era de 9,6%. Em 1940, quando se iniciou o Censo, esse número era de 56%. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indígenas têm a maior taxa de analfabetismo, com 15,1% do grupo sem saber ler ou escrever. Esse número representa 10,1% na comunidade preta e, 8,8%, na parda. As pessoas de cor branca e amarela tiveram as menores taxas de analfabetismo, 4,3% e 2,5%, respectivamente. Ou seja, as taxas de analfabetismo de pretos e pardos são mais que o dobro das dos brancos, e a de indígenas é quase quatro vezes maior. Minas Gerais tem o pior desempenho de alfabetização entre os estados do Sudeste, região com o segundo melhor índice do Brasil. O índice de alfabetização de Minas é de 5,85%.